Quinta-feira, 2 de Julho de 2009


Damos por terminada a nossa tarefa. Agradecemos a todos aqueles que colaboraram connosco, alunos, professores, funcionários, a instituição "Terra dos Homens", O Doutor Professor Rui Abrunhosa e o Senhor Pereira e à população da Lixa. Temos a agradecer com especial atenção à professora Natália que nos ajudou na elaboração de muitos dos nossos projectos e à professora Cristina, a nossa supervisora. Esperamos, sinceramente, que o trabalho que desenvolvemos tenha mudado a mentalidade e ideias de muitos dos alunos da nossa comunidade escolar.
Nós Marcamos a Diferença!

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Relatório : Palestra


No dia 7 de Maio, pelas 11:00h, deu-se inicio a uma palestra, cujo tema foram as Vítimas de Exclusão Social.
Foram convidadas as turmas D e E do 12º ano, e J do 10º, assim como os professores acompanhantes.
Convidamos para participar na palestra o Doutor Professor Rui Abrunhosa, que lecciona na Universidade do Minho, cuja especialidade é a Psicologia Criminal, trabalha também na Cadeia de Paços de Ferreira.
A porta-voz do grupo, Carla, deu início à palestra focando as principais vítimas de exclusão social, falando, em seguida, sobre a Prostituição. Dando continuidade à palestra, a Luísa, abordou a problemática da Toxicodependência. Os sem-abrigo foram apresentados pelo António, e os Homossexuais pela Rita.
Durante a palestra verificamos que houve um pequeno grupo de rapazes que demonstraram comportamentos inadequados aquando da abordagem da problemática dos Homossexuais.
Ficamos bastante satisfeitos com o nosso desempenho e trabalho que tem se ficou a dever à colaboração dos alunos do 10º J, que se mostraram muito interessados pelo nosso tema, interpelando-nos adequadamente durante a apresentação.
O contributo do Doutor Professor Rui Abrunhosa também foi essencial para a apresentação do nosso trabalho. Este apresentou grande pertinência, assim como à vontade e pré-disposição para esclarecer todas as nossas dúvidas. Na recta final da nossa apresentação, oferecemos uma pequena lembrança ao Doutor Professor Rui Abrunhosa.
Concluímos a nossa apresentação com a visualização de clipes, sobre a Prostituição e a Homossexualidade, e um que abordava todos os temas, elaborado pelo grupo.
Em suma, achamos que o clima que envolveu a palestra foi agradável e que graças a esse factor e aos anteriores já mencionados, e que o nosso trabalho foi muito satisfatório.

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Reintegração social - projecto

Dia 6 de Maio

Exposição

"Vítimas de exclusão social"

Polivalente da Escola Secundária da Lixa

APARECE E MARCA A DIFERENÇA!**

21% dos portugueses vivem em exclusão social

Por: Pedro Antunes Pereira

Portugal, apesar de pertencer ao lote de países mais desenvolvidos, continua a apresentar números de pobreza absoluta muito semelhantes aos países sub-desenvolvidos, o que coloca o nosso país na cauda da Europa em questões de exclusão social - 21% dos portugueses encontram-se nessa situação. Ontem, em Braga, a vice-presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz falou sobre políticas públicas de combate à pobreza e manifestou algumas perplexidades sobre esta matéria.

"No nosso país, fala-se mais de pobreza do que de exclusão social porque estamos mais habituados a viver com ela, o que nos leva a perder sensibilidade para este fenómeno", sublinhou Manuela Silva. Esta atitude está a fazer "com que os pobres fiquem resignados com a sua pobreza e os não pobres considerem-na uma fatalidade, atribuindo a pobreza aos próprios pobres". A professora jubilada conclui, por isso, que "esta visão predispõe uns e outros a não enfrentarem este problema".

Nesta altura há dois milhões de pessoas, em Portugal, a viver abaixo dos 60% do rendimento mediano definido pelo Eurostat para o nosso país "São 21% de portugueses com condições de exclusão social, o que quer dizer que há um em cinco sem condições básicas de sobrevivência". Mas a vice-presidente da comissão nacional está convencida que "se não houvesse políticas sociais para acabar com o fenómeno os números seriam ainda mais dramáticos".

Manuela Silva pede mais estudos sobre a exclusão social, porque "os que existem são raros", não havendo nenhum que "apresente dados descentralizados por regiões", nem estudos que "mostrem ou não a eficácia das políticas públicas, sobretudo ao nível da macro economia". É que o conhecimento, "o mais real possível, de toda esta problemática" levará à adopção de políticas mais concretas e eficazes.

"A exclusão social deve ser colocada no topo da agenda política e deve ser transversal a todas as políticas públicas" deixando de ser "como actualmente vectorial", rematou.

Passar da teoria à prática

Eveline Herfkens, coordenadora da campanha "Objectivos de Desenvolvimento do Milénio" da ONU disse, ontem, numa conferência organizada pela Oikos, que as "bonitas palavras" frequentemente ditas pelos governos dos países desenvolvidos têm de ter uma tradução concreta. O que significará menos conversa e mais acção. Porque a ajuda ao países subdesenvolvidos "é essencial" para que eles possam sair do estado de pobreza em que estão mergulhados; e sem ajuda económica concreta, por mais que se esforçem, "nunca poderão sair" do estado de profunda depressão em que vivem.

Actualmente, cerca de 1,2 mil milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia.

Opinião: POBREZA E EXCLUSÃO SOCIAL

Por:
Mário Soares08 Julho 2008

Não tive ocasião, como tanto gostaria, de assistir, há dias, ao lançamento do livro colectivo do prof. Alfredo Bruto da Costa (coordenador), que tanto admiro e estimo, e dos co-autores: Isabel Baptista, antropóloga, Pedro Perista e Paula Carrilho, sociólogos. É um livro editado pela conceituada editora Gradiva, Um Olhar sobre a Pobreza, que tem como subtítulo: Vulnerabilidade e Exclusão Social no Portugal Contemporâneo.
Trata-se de um livro de grande rigor e seriedade científica que se ocupa de uma temática complexa e extremamente actual, que não afecta só Portugal. É um problema que pela sua dimensão e importância entrou na ordem do dia, com os objectivos do milénio (muito bem intencionados mas que, até agora, ficaram no papel), no início do século, ainda no tempo de Kofi Annan, e que constitui uma tragédia global em África, em alguns países da Ásia, da América Latina - onde as populações convivem com vagas endémicas de fome, há séculos - e que se está a intensificar, dada a crise financeira, económica e alimentar dos nossos dias, e a afectar fortemente vários países europeus, entre os quais, infelizmente, Portugal.
Preciso que se trata de um trabalho científico, mas de leitura muito acessível e sem ponta de demagogia. Os autores têm em conta trabalhos pioneiros anteriores, como o de Manuela Silva, de 1982, Crescimento Económico e Pobreza em Portugal (1950- -1974). E, obviamente, outros mais recentes e os dados estatísticos conhecidos, até 2005.
A primeira parte do livro ocupa-se de "pobreza e exclusão social: problemáticas, conceitos, reflexões". Diga-se que pobreza e exclusão social, embora complementares, não se confundem. A pobreza é - para os autores - uma "situação existencial, para a qual concorrem não só as necessidades materiais (carências graves) como elementos de ordem psicológica, social, cultural e espiritual". Aliás, como se escreve no livro, o grande economista (e Prémio Nobel, creio) Amartya Sen associa a pobreza à falta de liberdade, conferindo ao conceito liberdade, como direito humano, uma dimensão económica e social.
Paul Spicher, outro autor citado no livro, fala dos diversos significados de pobreza, que agrupa em três categorias: "A necessidade material; as circunstâncias económicas; e as relações sociais." A pobreza, assim, implica dependência, em virtude da falta de recursos materiais, que gera a privação de bens essenciais à vida. Daí que a pobreza seja entendida como um atentado a um direito humano fundamental, a vida. Mas não se trata só da privação de alimentos ou de água potável, que também escasseia - bens essenciais -, porque há outras necessidades igualmente básicas para a sobrevivência, como a habitação, o abrigo contra o frio, o tratamento em caso de doença, etc.
No n.º 2 da primeira parte do livro há ainda um subcapítulo, intitulado: "O conceito de exclusão social e a sua relação com a pobreza". Trata-se de um conceito recente. A exclusão social foi um tema mais trabalhado por analistas franceses, enquanto a pobreza tem preocupado mais os anglo-saxónicos. Mas nos dois casos trata-se sobretudo de uma questão de ênfase, como dizem os autores. Há obviamente uma complementaridade entre os dois. A pobreza representa sempre uma forma de exclusão social, ou seja - sublinham os autores -, "não há pobreza sem exclusão social. Mas o contrário não é verdadeiro, porque existem formas de exclusão social que não implicam pobreza". Exemplo: os idosos. Mas há outros: as discriminações que ainda sofrem as minorias sociais. Aqui entra outro conceito: o das desigualdades sociais de que sofrem certas pessoas, pela maneira como se relacionam com o sistema social a que pertencem (mercado de trabalho, sistema educativo, serviços de saúde, integração nas famílias, e redes sociais com que se relacionam). E com tudo isto jogam a equidade e a justiça.
A segunda parte do livro trata da "Pobreza e Exclusão Socialem Portugal: Velhas Questões, Novos Contributos". Passa- -se dos conceitos gerais para o caso específico português. Parte-se de inquéritos e dados estatísticos seguros para uma comparação com o que ocorre nos países europeus.
Não posso, evidentemente, entrar em detalhes, dada a riqueza de elementos de informação que resultam do livro. Houve, obviamente, grandes progressos no desenvolvimento de Portugal desde a Revolução dos Cravos (1974) e, sobretudo, depois da nossa adesão à então CEE (Janeiro de 1986). Mas a riqueza criada foi distribuída muito desigualmente. Somos hoje um dos países com maiores desigualdades sociais da União Europeia. O que para quem sempre sonhou com um Portugal livre, democrático, pluralista e mais justo representa uma imensa e intolerável desilusão.
As mulheres são mais sujeitas à pobreza do que os homens, a ruralidade mais pobre do que as cidades médias, estas, com populações, em média, mais ricas do que as grandes cidades, onde existem muitos excluídos. A concentração da riqueza está, cada vez mais, nas mãos de menos pessoas. E a pobreza em geral alastra e começa a atingir as classes chamadas médias.
Como é que um tal fenómeno, tão triste e desagradável, vai resolver-se? E em que tempo será possível fazê-lo? São questões pertinentes e complexas, naturalmente. A crise global agravou a situação, como se tem visto. Assim não podemos continuar. Não nos podemos resignar. Há que mudar. Precisamos de um modelo de desenvolvimento diferente, com maior dimensão social e ambiental. Para poder mudar as políticas em geral. Tenho esperança que a globalização venha a ser regulamentada. Se não, o Ocidente entrará em inevitável decadência. Esta é uma questão de que nos devemos tornar conscientes. A pobreza e as desigualdades sociais não são fatalidades. Os países e as regiões mudam. Mas não será com sucessivas conferências do G8, como a que decorre em Tóquio, espelho de impotência e incapacidade, que as crises poderão resolver-se. Sobre isso, o livro fala com bom senso, pertinência e rigor nas últimas dez páginas, intituladas: "Considerações Finais - O Paradoxo da Pobreza na Sociedade Portuguesa". Aconselho vivamente a sua leitura.

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Visita à Instituição “Terra dos Homens” - Amarante

No dia 10 de Fevereiro de 2009, no âmbito da disciplina de Área Projecto, o grupo da reintegração social, dirigiu-se a Amarante, à instituição Terra dos Homens, para lá obter mais informações acerca da mesma.

Numa entrevista a uma técnica da segurança social ficamos a saber que a instituição existe à dez anos;

As crianças com quem a instituição trabalha normalmente são de uma faixa etária dos zero aos doze anos, logo actua temporariamente, havendo três técnicos e dezanove funcionários a colaborar.

Os serviços prestados por esta instituição passam pelo centro de atendimento, ou seja, aquelas crianças cujos pais não conseguem proporcionar as condições mínimas exigidas, podendo ter sido abandonadas ou retiradas permanentemente aos pais; e pelo centro de emergência, ou seja, um serviço de acolhimento temporário reduzido.

Não tem por base objectivos definidos, apenas empenha-se na persecução da procura de uma melhor qualidade de vida das crianças. Como é óbvio todas as crianças têm uma família, ainda assim o seu desinteresse leva a que a maior parte das crianças partam para a adopção, porque os membros da sua família tendem a fazer visitas cada vez mais espaçadas, aparecendo apenas no aniversário e no natal; apesar desta situação as crianças mostram sempre vontade de ir a casa em épocas festivas, pois estas tendem a culpabilizar-se por a família as ter abandonado. Este comportamento existe devido ao vínculo criado com alguns pais sendo por isso mais desejável que as crianças sofram a separação o mais precoce possível.

Um dos problemas que existe entre a família biológica e a instituição é o das etnias e dos costumes que dentro da mesma não podem ser continuados. Atingida a idade máxima de acolhimento, as crianças destabilizam um pouco mas os psicólogos incutem na criança que só quando aparece uma outra instituição com nas mínimas condições é que elas serão transferidas nunca perdendo o contacto com a antiga “casa”.

A Terra dos Homens acolhe não só crianças de Amarante mas também do Porto, Gondomar, Lousada e Gaia. Muitos são os casos de irmãos que não se querem separar mas que com o tempo vão sendo adoptados por famílias diferentes. Todos os casais que quiserem adoptar terão de passar por uma avaliação sobre as condições necessárias e são apresentados ás crianças como amigos. À partida nenhuma criança rejeita ninguém e normalmente devido á falta de afecto elas tendem a abraçar as pessoas novas que aparecem.

A maioria das crianças frequenta a escola e todas elas se ajudam mutuamente sendo o material escolar oferecido pelas escolas, assim como os jogos e as enciclopédias. A segurança social financia a instituição e todos os anos a câmara concede um subsídio, já para não falar nos donativos que vão sendo efectuados.

Nesta casa de acolhimento não é permitido voluntariado porque normalmente quem vai para isso não sabe exactamente para o que vai, e quer sempre fazer aquilo que mais lhe convém e não o que é necessário e isso destabiliza muito a instituição e as crianças.

As Crianças são o melhor do mundo

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Governo apoia reintegração social de reclusos

O Governo dos Açores comprometeu-se a apoiar, a partir de hoje, a reintegração de reclusos com penas até dois anos e de condenados com dívidas ao Estado através da criação de postos de trabalho não remunerado na Administração Pública Regional.

A medida, prevista no Código Penal, passa a ser concretizada através da prestação de serviço a favor da comunidade e da substituição da multa por trabalho.

A cerimónia de assinatura, em Angra do Heroísmo, do protocolo de cooperação entre a Direcção Geral de Reinserção Social e a Direcção Regional de Organização e a Administração Pública foi presidida pelo vice-presidente do Governo, em representação do chefe do Executivo.

Sérgio Ávila realçou o cumprimento, por parte do Governo, de “três grandes objectivos” com esta iniciativa, nomeadamente, “a utilidade comunitária do serviço prestado, o carácter formativo dos trabalhos a executar e a criação de condições para favorecer a inserção social”.

O governante salientou a importância da função pública regional contribuir para a criação de uma “segunda oportunidade” junto da comunidade prisional, onde, explicou, “a penalização não seja encarada como um castigo, mas como uma oportunidade de reintegração”.

Segundo adiantou, as áreas ligadas ao Ambiente e aos Assuntos Sociais são aquelas que preferencialmente receberão os indivíduos sentenciados.

“Estas penas alternativas de trabalho em prol da comunidade são, sem dúvida, um caminho que deve ser incentivado e prosseguido no sentido de termos uma sociedade moderna e justa”, disse.

Por seu turno, a directora geral da Reinserção Social, Leonor Furtado, prestou um agradecimento público ao Governo Regional, classificando o presente acordo como um “acto de verdadeira cidadania” e de “reforço da solidariedade”.